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Descreva a anatomia das vias áereas superiores.
- As vias aéreas superiores começam desde o óstio da narina (orifício da narina) e
- vão até a borda inferior da cartilagem cricoide coincidindo com C6. São divididas em três
- porções especificamente: a rinofaringe (nasofaringe), a orofaringe e a
- hipofaringe ou laringofaringe.
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Quais os vírus mais associados à rinofaringite aguda viral?
Rinovirus
Coronavirus
Parainfluenza
Virus sincicial respiratório
Influenza *
Adenovírus
Outros vírus (enterovirus, sarampo, rubéola, varicela)
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Como se manifesta a rinofaringite aguda?
- Coriza, obstrução nasal, espirros, odinofagia, tosse seca e febre de
- intensidade variável, podendo a febre ser mais alta em menores de 5 anos
- Pode haver vomito e diarreia(a secreção na criança
- normalmente é deglutida, que pode ocasionar sintomas gastrintestinais).
A febre dura até 72 horas.
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Cite características de um exame físico de rinofaringite aguda.
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- bom estado geral, hidratado e corado, febril, sem edemas, anictérico,
- acianótico, coriza hialina, hiperemia e congestão de mucosa nasal
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- Choroso, fontanela anterior normoplana enormotensa
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- Hiperemia de orofaringe sem placas
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- Hiperemia de membranas timpânicas*(não quer dizer que é OMA, a
- febre pode aumentar a vascularização e hiperemia)
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- RCR 2T BNF s/sopros, FC 120 bpm, pulsos amplos e simétricos
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- Sem esforço respiratório, MVF com roncos, FR 40 ipm
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- Abdome globoso, depressível, fígado
- a 2 cm de RCD
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- Genitália sem alterações
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Como tratar uma rinofaringite aguda viral?
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- Descongestionantes nasais não tem indicação
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- Xaropes e mucolíticos não tem indicação
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- Anti-histaminicos(usa em quem tem doença
- alérgica) e antitussígenos
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- Antibióticos(para tratar complicações)
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Quais as complicações da rinofaringite aguda viral?
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Como podemos prevenir a rinofaringite viral aguda?
Vacina contra o vírus influenza
Lavagem das mãos
Evitar o contato de pacientes mais vulneráveis
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Jaqueline,
7 anos queixa-se de odinofagia
e disfagia há 1 dia associado a febre de 39ºC, medicada com dipirona,
havendo melhora parcial. Mae relata cefaleia holocraniana associada e 1
episodio de vomito pela manha, de conteúdo alimentar. QUal o diagnóstico?
Faringoamigdalite.
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Júlio
Cesar de 6 meses está com coriza(rinorréia
hialina -transparente) e obstrução nasal há 2 dias, associada a febre de
37,8 ºC, que melhora após uso de paracetamol. A tosse é seca com piora noturna.
Mãe refere perda de apetite no período. Eliminações sem alterações. Irmão mais
velho com quadro semelhante. Qual o diagnóstico?
Rinofaringite viral aguda.
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A maior parte das faringoamigdalites são virais.
Verdadeiro.
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Quais os agentes etiológicos da faringoamigdalite estreptocóccica bacteriana?
- Streptococcus pyogenes (mais comum em
- escolares e adolescentes)
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Quais as formas clínicas da faringoamigdalite?
- Formas clinicas de apresentação:
- eritematosa(viral),
- eritemo-pultácea (bacteriana),
- ulcerosas (viral) e
- pseudomembranosas (difteria)
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Qual o principal achado clínico na faringoamigdalite?
Adenomegalia submandibular bilateral de 1,5cm, dolorosa
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Qual o tratamento da faringoamigdalite viral?
Medicação sintomática e medidas de suporte. Ingestão de líquidos, alimentos frios e pastosos. Analgésicos e antitérmicos
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Qual o tratamento da faringoamigdalite bacteriana?
Penicilina G benzatina (1ª escolha)
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- < 27kg: 600.000UI via IM
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- > 27kg: 1.200.000UI via IM
Amoxicilina 40 a 50 mg/kg/dia
- Alergia a penicilina: utilizar macrolideos
- (eritromicina)
Cefalexina 30 mg/kg/dia
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Qual a justificativa para o uso de ATBs na faringoamigdalite?
Prevenção da febre reumática
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- Prevenção das complicações supurativas (linfadenite cervical, abcesso peritonsilar)
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- Alivio de sintomas e cura rápida
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- Prevenir transmissão por contatos escolares e domiciliares
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Quais as possíveis complicações da faringoamigdalite?
- Abcesso retrofaringeo
- Abcesso periamigdaliano
- Escarlatina
- Febre reumática
- Glomerulonefrite Difusa Aguda
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Qual o tratamento de abcesso?
Internação, atb IV e drenar.
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Júlio César, 2 semanas após o resfriado manteve secreção nasal, mesmo
com o tratamento adequado, Agora, a secreção nasal e amarelada, espessa e a
tosse e produtiva, com piora noturna. Apresentou-se muito agitado e choroso durante a noite,
com febre de 38°C, medicado com ibuprofeno. Qual o diagnóstico?
Otite média aguda.
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Por que a anatomia da criança propicia ter mais otite médica do que adultos?
- tuba auditiva (liga ouvido médio a fossa nasal,
- função de ventilaçãoo,
- drenagem de secreção e função ventilatório com equilíbrio na pressão),
- na criança é mais curta,
- tem menor inclinação, é mais estreita, além do fato de mamar deitado, drenando
- mais secreção acumulando no ouvido médio à otite.
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Qual o vírus que está mais associado à otite média aguda?
VSR
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Qual a principal etiologia bacteriana da OMA?
Streptococcus pneumoniae
Haemophilus influenzae
Moraxella catarrhalis
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Qual tríade principal da clínica da OMA?
- Irritabilidade
- em lactentes
- Otalgia
- (pode estar presente ou não)
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Qual o principal achado ao exame físico da OMA?
Abaulamento.
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Qual o tratamento da faringoamigdalite?
Amoxacilina ou Macrolídeo (para alérgicos)
Se não resolver, dobrar a dose da amoxa ou fazer amoxa + clavulanato.
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Quais as principais complicações da OMA?
ü Mastoidite
ü Meningite
ü Hipoacusia
ü Bacteremia
ü Sepse
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Quais as prevenções para OMA?
Vacina antipenumococica conjugada heptavalente
- Vacina
- contra Haemophilus influenzae
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Rita, 8 anos, história prévia de rinite alérgica sem tratamento regular,
iniciou há 3 semanas, tosse seca e coriza hialina nasal, sem febre. A tosse se
tornou produtiva, há 5 dias, com expectoração amarelada, piora noturna e a
secreção nasal está esverdeada. Queixa ainda de cefaleia frontal e hiporexia. Qual o diagnóstico?
Rinossinusite
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Quais os agentes etiológicos mais frequentes da rinossinusite?
- ü Streptococcus
- pneumoniae
- ü Haemophilus
- influenzar não tipável
ü Moraxellacatarrhalis
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Quais os seios mais frequentemente acometidos na rinossinusite?
Maxilar
Etmoidal
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Qual a charada da sinusite?
A tosse piora à noite.
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Quando pedir TC de seios da face?
Em quadros de sinusite de repetição.
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Qual o tratamento da rinossinusite?
- ü Amoxicilina
- 40 a 90 mg/kg/dia em 2 doses ao dia (60-80 mg/kg)
- ü Amoxicilina + clavulanato em
- pacientes com sinusite crônica ou quando não há melhora com uso da amoxicilina
- (germes produtores de betalactamases)
Tratamento por 7-10 dias.
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Quais as complicações da rinossinusite?
- ü Celulite
- periorbital e orbital (etmoidite)
- ü
- Trombose do seio cavernoso
ü Abscesso cerebral
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Como prevenir uma rinossinusite?
Evitar mergulhos durante IVAS
Evitar tabagismo
Correção cirúrgica de fatores predisponentes (desvio de septo, cistos,...)
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Joice, 3 anos, apresentou subitamente febre alta e odinofagia associada a sialorréia. Estava
prostrada, dispneica, precisando manter o pescoço estendido para conseguir
respirar horas após início dos sintomas. Qual o diagnóstico?
Epiglotite.
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Qual a etiologia da epiglotite?
- Haemophillus Influenza b
- Streptococcus;
- Staphylococcus.
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Cite uma manifestação clínica e uma radiológica típicas da epiglotite.
Posição do tripé.
Sinal do polegar.
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Qual o tratamento da epiglotite?
Intubação orotraqueal ou traqueostomia por 2 a 3 dias geralmente
Oxigenoterapia em assistência ventilatória mecânica
Antibioticoterapia parenteral
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Quais as complicações da epiglotite?
Insuficiência respiratória
Sepse
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Vicente, 2 anos, com coriza e tosse rouca há 1 dia associada a odinofagia e rouquidão. Febre
de 38,5 oC, medicada com Paracetamol. Qual o diagnóstico?
Laringite.
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Quais os vírus mais associados à laringite?
Vírus parainfluenza I e II e VSR são mais comuns
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Qual o achado no Raio X de uma laringite?
Sinal do lápis.
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Quais os diagnósticos diferenciais da laringite?
- laringite espasmódica
- epiglotite aguda
- laringomalácia
- corpo estranho,
- laringite diftérica
- traqueíte bacteriana.
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Qual o tratamento da laringite?
- ü Leve:
- tratamento ambulatorial/domiciliar
- - Hidratação, umidificação
- do ar
- - Inalação com epinefrina (hospitalar/dexametasona
- IM)
- ü Graves:
- emergência. Via aérea segura. Suporte ventilatório.
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Quais as complicações da laringite?
ü Laringotraqueobronquite
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Site dois achados de laringotraqueíte.
Tosse de cachorro
Sinal do campanário.
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Qual o tratamento do crupe espasmódico?
Epinefrina racêmica e corticoide.
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